sexta-feira, 27 de abril de 2012

Primeira história:
                                                                       O Conde ...cap.1
1896.Londres estava muito tumultuada,assassinatos ocorriam a cada instante,os comércios fechavam as portas antes do sol se por,apenas o hospital  e os bares não fechavam.Uma noite após um plantão exaustivo  cuidando de seus pacientes o medico e Conde  Ni claus Dal Moni andava em direção à sua mansão,quando teve a impressão de estar sendo seguido,olhou para trás e para os lados e não havia nada.Mais a frente ele parou, olhou novamente, ninguém,voltando a olhar para frente, foi forçado contra a parede com muita força,ele abriu os olhos para ver que era, e uma mulher estava em seu pescoço, uma dor imensa surgiu em todo seu corpo.
        Sentiu cansaço e desabou ao chão pouco depois a mulher caiu também.O Conde com o corpo imóvel virou-se para olhar  aquela caída do lado,ela estava ensanguentada,tanto nos lábios quanto no lado esquerdo do quadril como se tivesse levado uma facada ou algo assim.Minutos depois quando o Conde conseguiu se movimentar tentou levantar-se,as primeiras tentativas  falharam, até que então, de pé ele ficou, ainda meio tonto, deu os primeiros passos,passando pela moça desacordada, sua vontade era deixá-la ali, mas como médico não conseguiu.Dolorosamente, levantando-a com cuidado e delicadeza pensou para onde levá-la...para o hospital não... as perguntas iriam surgir e nem ele mesmo saberia o que dizer.
        Levou-a para sua mansão,quase na rua da moradia já se viam as grandes chaminés, a casa do Conde cobria mais de dois quarteirões,um portão alto de ferro,e abrindo-o estava o mordomo Sr.Capsy.Respeitosamente falou:
 -O que aconteceu?Quem é esta mulher?
 -Apenas me ajude a levá-la para dentro e depressa.Chame as governantas e diga que tragam os curativos e remédios de meu estoque.
Levaram-na para um dos muitos quartos da mansão,puseram-na em uma cama grande e confortável,o quarto era bem mobiliado algumas peças da era medieval, e outras muito modernas.
     As governantas gêmeas Beni van e Bleny limparam e cuidaram dos ferimentos, tanto do Conde, quanto da desconhecida, que ainda estava desacordada e imóvel.Em certos momentos elas desconfiavam que ela estava morta, mas não ousaram falar.
    Depois de todos estarem dormindo o Conde foi até o quarto onde a moça repousava.Entrando ele se deparou com uma cena de tamanho terror, que não saiu nem uma palavra de sua boca, para ele ainda nada parecia real.


                                               Uma noite as margens de sangue...cap.2


Ele olha para o nada, mas vê tudo, ele sente o nada, mas é absorvido pela dor, ele sente  apenas um sentimento, apenas uma emoção, não é o medo, não é o pavor, é a incerteza de que se deve ficar parado ali, ou sair o mais rápido possível.A mulher que estava fraca,indefesa, pálida e sem vida na cama, agora estava de pé e ensanguentada, um sangue que certamente não era dela, mas das vítimas caídas ao chão ela se aproximava dele, mas tão lentamente que quase não saia do lugar,em questão de segundos ela surgiu ao  seu lado e sussurrou...

-Você vai cair...
 
Ele desabou sem sentir um músculo do corpo, sua mente foi desligando e em sua pele,o frio massante tomava lugar.A misteriosa mulher o arrastou para fora daquele cenário obsceno, uma carruagem a esperava fora da mansão.Um belo rapaz estava conduzindo-a, mas era tão belo e com um aspecto alegre, que não se encaixava na cena obscura que estava.
 A carruagem estava na direção oposta  da cidade, eles estavam indo para a floresta,em uma estreita passagem, que serviu como um tipo de porta falsa, para um lugar que talvez já tivesse sido um jardim, mas agora só passava de velhas ruínas e mato sobre elas.Mais a frente um enorme poço trancava a passagem, quando a carruagem parou o conde foi jogado contra o banco e uma corrente de energia o fez acordar, sentindo então todo o seu corpo, mas por alguma razão, não conseguia falar ou enxergar. E entap tudo era um borrao e ele nao sentia mais nada.

Um copo se quebrou, foi o que ele escutou, um copo se quebrando. Ele abriu seus olhos, eles pareciam como se pegasem fogo. O conde estava deitado em um sofa de couro vermelho sofisticado, e os mobilis eram todos muito futuristicos nada de 1800.